domingo, 20 de outubro de 2013

Ciclo da Herança: Herança

Estou lendo o ultimo livro do ciclo da herança, que conta a historia de Eragon e seu Dragão, Shapira... Sei que muita gente não ouvi falar dos livros, mas o filme (embora seja ruim pra caramba e estrague a história) fez relativo sucesso.
Eu estava louca pra ler o fim do clico, a mais de 3 anos que terminei o livro anterior, e tive sorte do livro trazer uma recaptulação dos fatos, por que tinham coisas que eu não lembrava...

Alias, o livro é imenso, 790 páginas, com as letras miudas e com a escrita numa vibe senhor dos anéis, acredito que até eu que sou uma devoradora nata de livros irei me demorar um pouco nessa historia

Enfim, cheguei numa passagem do livro que achei maravilhosa, e decidi transcrever aqui:


"Você se deixou levar pela raiva muito mais do que deveria, a raiva tem seu lugar, mas aqui não o ajudará. O caminho do guerreiro é o caminho do conhecimento. Se esse conhecimento exigir que você use a raiva, use-a, mas você não conseguirá obter conhecimento ao se deixar dominar por ela e perder a cabeça. Dor e sofrimento serão as únicas recompensas se tentar.
Em vez disso, deve se esforçar para se manter calmo, mesmo se uma centena de inimigos devoradores quiser abocanhar seus calcanhares. Esvazie a mente e permita que ela se torne um lago tranquilo e reflita tudo ao redor, e ao mesmo tempo se mantenha intocada pelo que a cerca. A compreensão chegará a você nesse vazio, quando estiver livre de medos irracionais quanto à vitória e à derrota, à vida e à morte.
Você não pode prever todas as eventualidades nem garantir sucesso cada vez que enfrentar um inimigo, mas ao ver tudo e não desconsiderar nada, poderá se adaptar sem hesitação a qualquer mudança. O guerreiro capaz de se adaptar com mais facilidade ao inesperado é o que viverá mais.
Olhe para Ayra, veja aquilo que ela está olhando e aja como considerar mais apropriado. E uma vez que estiver em movimento, não permita que seus pensamentos o distraiam. Pense sem pensar, de modo que você aja como se por instinto, e não movido pela razão. (...)
(...) Não tente se mover rapidamente. Não tente se mover lentamente. Mova-se somente no momento correto e seu golpe não parecerá nem rapido nem lento, mas fácil, sem nenhum esforço. Ter o senso do momento certo é tudo em combate. Você deve prestar muita atenção aos padrões e ritmos dos corpos de seus oponentes: onde são fortes, onde são francos, onde são rígidos e onde são flexíveis. Acompanhe esses ritmos quando se adequarem a seus propósitos e confunda-os quando não se adequarem, e você será capaz de dar forma e moldar o fluxo da batalha como lhe aprouver. Você deve compreender isso total e perfeitamente. Fixe isso em sua mente e pense a respeito mais tarde... (...)"


Embora a passagem esteja se dedicando a técnicas de combate, eu a interpretei mais além e vejo que pode ser usada para entender e se adaptar as pessoas e situações a sua volta (não necessáriamente inimigos). Adoro quando encontro trechos assim no meio de livros onde o sangue tá rolando solto. A prova vivá de que qualquer tipo de leitura pode ser edificante.

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